Resenha: A morte e os seis mosqueteiros de Anatole Jelihovschi

Olá, leitores. Como vão?
Hoje eu trago para vocês a resenha do livro A morte e os seis mosqueteiros que eu recebi para fazer um Book tour!
A morte e os seis mosqueteiros foi escrito por Anatole Jelihovschi e publicado em 2014 pela editora Jaguatirica.
Imagem cedida pela editora

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Como cenário dessa estória temos uma favela muito violenta e como personagens principais seis amigos que se autodenominam os seis mosqueteiros.

“O nome veio daquela história dos três mosqueteiros que viviam do outro lado do mundo na época em que existiam fadas, bruxas e reinos encantados. A professora leu o livro para a turma [...] A gente não se cansava de olhar para aquelas páginas com gente vestida tão bacana. E tinha aquele negócio de um por todos e todos por um.” (JELIHOVSCHI, 2014, p. 11).

O narrador é um desses mosqueteiros, o mais bonito, D’Artagnan, ou simplesmente, Zequinha. Ele e seus amigos, Juca Pelo de Burro, João Mocotó, Zé Grande, Batata e Meia-noite, além de Julinha que mora fora da favela, vivem as alegrias da infância sem se corromperem pelo meio em que vivem, sonhando com as estórias dos livros como Os três Mosqueteiros e O fantasma da Ópera, contudo, isso dura pouco.
Zequinha narra em primeira pessoa todos os acontecimentos de seu passado e aos poucos o leitor descobre que a vida na favela é muito mais cruel do que aquela que vemos nos noticiários. Ele sempre quis ser alguém na vida: trabalhar, estudar, constituir família, mas, conforme ele cresce, percebe que quem vive na favela está fadado a entrar para o crime ou viver com medo.

“Na favela não existe futuro, não. [...] Ninguém estuda para se formar doutor ou casar com garota rica, ganhar dinheiro e essas coisas todas. A gente precisa botar comida em casa, e é só. É isso hoje, vai ser isso amanhã. [...] Por isso esse negócio de morrer com dezessete, vinte e cinco ou oitenta anos, dá tudo na mesma. Ninguém tem futuro pela frente mesmo, e não se perde nada ao se morrer jovem aqui.” (JELIHOVSCHI, 2014, p. 50).

Conforme os “mosqueteiros” crescem, se afastam um dos outros, inclusive Zequinha se afasta de Julinha que era sua “paixonite”. Enquanto tenta se arrumar na vida, Zequinha descobre que seus amigos entraram para o mundo do crime, e estes tentam de todo modo dissuadi-lo a entrar também, contudo, Zequinha se mantém firme e não se deixa iludir. Consegue arrumar um emprego e é indo para o trabalho, no metrô, que reencontra Julinha. A partir daí, a vida de Zequinha se transforma em uma montanha-russa, oscilando entre momentos de alegria e desespero.
Foto: arquivo pessoal
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Morte, traição, medo... Todos esses elementos encontramos no enredo de A morte e os seis mosqueteiros. É uma estória triste, o tipo de livro que costumo classificar como um “soco no estômago” do leitor, pois nos tira de nossa zona de conforto e nos joga diretamente no mundo de tiroteios e sangue da favela, onde nem a polícia é confiável e nem na igreja se está seguro!
A escrita é extremamente fluida por sua simplicidade que acredito seja proposital – já que é uma pessoa da favela quem narra -, mas, apesar de simples, a narrativa é cheia de metáforas e pensamentos/reflexões do narrador que a tornam muito rica.
Eu indico essa leitura, sim. É um livro muito realista, com muita ação e que prende o leitor em todos os momentos.
A revisão também está impecável, e a estilística do autor me agradou muito.
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Gostaria de agradecer à editora por ter me convidado para participar do Book Tour, fiquei muito feliz pelo voto de confiança. Ademais, não fosse pela equipe da Jaguatirica, jamais teria conhecido essa maravilhosa estória!
Está é a minha opinião sobre o livro A morte e os seis mosqueteiros. Em breve, o livro será repassado para as mãos da Tainan do blog Eu curto Literatura e vocês poderão conferir a opinião de mais uma pessoa! E no final do Book Tour tem uma surpresa para vocês, leitores ;)

Blogs participantes do Book Tour A morte e os seis mosqueteiros:

Esperam que tenham gostado da resenha!

Beijinhos, Hel.


JELIHOVSCHI, Anatole G. A morte e os seis mosqueteiros. 1ª ed. Rio de Janeiro: Jaguatirica, 2014. 142 p.