Resenha: O retrato de Dorian Gray de Oscar Wilde



O retrato de Dorian Gray



Por onde começar? Dizendo que esse livro é maravilhoso? Acredito que esse adjetivo não baste para descrevê-lo!
Primeiramente, eu não entendo por demorei tanto tempo para lê-lo, eu já havia lido um reader (aqueles livros que se usam para aprender inglês) da estória, mas esse tipo de livro é como um resumão e o melhor de ORDG são os seus por menores, seus detalhes.
O enredo têm como personagem principal Dorian Gray, um jovem muito belo e rico. A narrativa se inicia no ateliê de Basil Hallward, amigo de Dorian, e pintor. Basil está pintando um retrato de Dorian e o admira profundamente, principalmente a beleza do jovem rapaz e comenta isto com seu amigo Lord Henry, que logo fica muito curioso por conhecer Dorian.
Aqui, acho interessante descrever a personalidade desses três personagens: Dorian, Basil e Henry.
Dorian, por ser jovem talvez, possui uma personalidade muito volúvel, mas é extremamente encantador e educado.
Basil, o pintor, tem um caráter bom e personalidade serena, calma.
Lord Henry, em contrapartida, é um sujeito muito peculiar, com uma opinião muito bem formada e realista sobre vários assuntos.
A partir do momento em que Basil apresenta (de má vontade) Dorian a Lord Henry, ambos começam uma forte amizade e Lord Henry começa a influenciar as ideias de Dorian de modo muito particular.
Quando o quadro que Basil está pintando fica pronto, Dorian e Henry ficam encantados e Dorian reconhece, por meio do quadro, a própria beleza. Concomitantemente, Lord Henry sugere ao amigo que a beleza do quadro durará eternamente, já a beleza do modelo, Dorian, não:

“Quando a juventude for embora, a sua beleza irá com ela, e então o senhor descobrirá subitamente que não lhe restam triunfos, ou terá de se contentar com os triunfos medíocres que a memória do passado tornará mais amargos que as derrotas.” (Wilde, p. 31).

Diante disso, Dorian fica muito intrigado e, conforme contempla seu retrato e admira a beleza que é a sua própria, conclui que o novo amigo está certo:

“Como é triste! Eu vou ficar velho e horrendo e medonho. Ele jamais envelhecerá além deste dia de junho... Se pudesse ser diferente! Se eu permanecesse sempre jovem e o retrato envelhecesse! Por isso – por isso – eu daria tudo! Sim, não há nada em todo o mundo que eu não daria! Daria a minha alma por isso!” (Wilde, p. 35).

O que Dorian não imagina é que sua “prece” seria ouvida e, a partir daquele dia, o retrato passara a envelhecer ao invés dele!
Bom, a partir desse momento, Dorian passa a “aproveitar” sua beleza e juventude, como o amigo Lord Henry o sugerira e passa a viver sua vida de modo muito diferente do modo como fazia antes. Basil, percebendo que sua previsão de que Henry influenciaria negativamente Dorian, se afasta dele.

Este livro, por ser um clássico, dispensa comentários, contudo, estou aqui para resenhá-lo e emitir minha opinião acerca dessa obra literária; Eu amei a leitura do início ao fim, não houve momentos em que a leitura ficasse “chata”, a escrita de Wilde é impecável, cheia de aforismos, o que torna suas passagens marcantes a serem reproduzidas desde 1890 até os dias atuais.
Por detrás da narrativa fantástica, existe um toque de realidade que alfineta o leitor e o faz refletir acerca do que é importante na sociedade: status ou caráter?
Sem mais delongas, é um livro para ler e reler, uma obra preciosíssima que agora entendo o motivo de ter se tornado um clássico da Literatura internacional e que vai diretamente para minha lista de favoritos.

É isso que acontece comigo quando gosto muito de um livro: muitos post-its!


E vocês, já leram “O retrato de Dorian Gray”? Estão esperando o quê?

Beijinhos, Hel.

WILDE, Oscar. O retrato de Dorian Gray. Penguin Classics Companhia das Letras, 2012. Ed. 1. 260 p.