Olá, leitores e leitoras? Tudo bem?
Vocês têm o hábito de reler os livros? Eu pergunto isso porque já ouvi muita gente dizendo que não relê porque considera esse hábito perda de tempo. Eu discordo. Claro que é uma opinião pessoal e que não deve ser encarada como ditatória, mas certa vez eu li um tweet que falava que reler é umas das maiores provas de amor literário, e esse é um ponto de vista tão lindo que comecei a pensar sobre isso.
Eu sempre tive o hábito de reler, sempre revisito alguns livros que gosto muito, tanto que já li e reli várias vezes O morro dos ventos uivantes, Orgulho&Preconceito, Vidas secas e O pequeno príncipe e a cada leitura é um aprendizado novo, uma recepção diferente.
Eu acredito que a cada leitura somos pessoas diferentes. Por exemplo, a Helena que leu A cor púrpura em 2013 era totalmente diferente da Helena que releu em 2016. A Helena de 2013 não conhecia nada da história dos negros do sul dos EUA, não sabia o que era sororidade, tampouco se importava com o machismo e a violência com a mulher, assuntos que a Helena de 2016 já buscou saber sobre e que entende serem cruciais para o entendimento da obra de Alice Walker. O que eu quero dizer com isso, caso você ainda não tenha entendido, é que somos seres em constante formação, como Paulo Freire diz, inacabados, e, portanto, a cada momento de nossas vidas vamos encarar o mundo a nossa volta de modo diferente (com mais maturidade e sabedoria, espera-se). Diante disso, eu acho que a releitura de um livro nunca vai ser perda de tempo, pois o livro pode até ser o mesmo, mas nós, não. Isso tudo é muito bonito, não é?
É claro que algumas releituras acabam se mostrando negativas, no sentido de termos adorado o livro na primeira vez que o lemos e, depois, percebermos que o livro não era tão maravilhoso assim. Pode até soar meio contraditório o que vou dizer agora, mas eu acredito que, apesar de ser legal reler pela ressignificação de algumas leituras, há determinados livros que funcionam muito bem para um público em detrimento de outro. Novamente, eu vou citar um exemplo pessoal: quando eu tinha meus 16 anos, eu li toda a saga Crepúsculo, não, eu a devorei. Gostei tanto daquela história que tudo que tivesse a cara do Edward e da Bella estampada na frente, para mim, era lindo. Hoje em dia, eu não cogito reler esses livros, me entendo e me conheço o suficiente para entender que Crepúsculo foi uma leitura que eu me identifiquei na minha adolescência, devido aos temas, à idade dos protagonistas etc. Claro que eu não vou julgar alguém mais velho que queira ler esses livros, só estou dizendo que, para mim, essa releitura não funcionaria.
Falando sobre releituras, dia desses eu já estava pensando nos livros que quero ler no ano que vem, e também em alguns que eu já li e quero reler, dentre eles A elegância do ouriço. Eu sei que não faz nem seis meses que eu li esse livro, mas foi um livro que eu amei tanto, tanto que eu quis reler assim que eu terminei. Outro livro que eu quero reler é 1984, do George Orwell, um livro que li há mais ou menos dois anos atrás. Esse livro foi uma leitura bem densa, ouso dizer, difícil, e sinto que estou mais preparada para ler agora. Além disso, eu gostei mesmo na primeira vez que li. Outro livro que já li até no idioma original de tanto gostar é Orgulho&Preconceito, e já que ganhei uma edição da Julya, colaboradora aqui do blog, que é uma edição diferente da que eu li, agora eu tenho uma desculpa para relê-lo. 😂😂😂
Bom, encerro por aqui meu singelo texto. Espero podermos conversar sobre releitura nos comentários.
Beijinhos, Hel. 😽
- 19:00
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